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Quinta-feira, 21 de Maio de 2026

Educação

Aluna de 12 anos tem dedo decepado em escola estadual de SP; direção da escola é acusada de negligência

Funcionários denunciam falta de preparo e tentativa de abafar o caso.

Jornal Trombeta
Por Jornal Trombeta
Aluna de 12 anos tem dedo decepado em escola estadual de SP; direção da escola é acusada de negligência
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Uma aluna de 12 anos da Escola Estadual Professor Flavio La Selva, na Vila Santa Lúcia, região do Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo, teve o dedo médio decepado na última quinta-feira (21) durante uma suposta "brincadeira" entre colegas de turma.

O acidente aconteceu dentro da sala de aula, em um momento em que não havia professores ou funcionários acompanhando os alunos.

De acordo com funcionários da escola, a aluna do 7º ano teve o dedo preso na porta da sala, que foi fechada com força por outras colegas. A ponta do dedo se desprendeu imediatamente, causando pânico entre os estudantes que presenciaram a cena.

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A menina foi levada ao hospital por uma professora que estava deixando a escola naquele momento: “Os alunos que estavam na sala ajudaram na limpeza do sangue, isso é inadmissível”, disse uma funcionária ouvida na condição de anonimato pela TV Globo.

A família da aluna teria sido informada por uma coordenadora que não estava presente no momento do acidente. O pai da estudante chegou a registrar um boletim de ocorrência, mas a reportagem ainda tenta falar com a família da jovem, que teve que passar por cirurgia.

O clima na escola é de consternação entre funcionários e colegas da estudante. Segundo relatos, a única providência tomada até agora foi uma conversa com os alunos sobre a gravidade do ocorrido.

“As crianças disseram que era uma brincadeira: o último a chegar ficaria para fora. No conflito, a porta fechou no dedo dela”, contou uma funcionária.

Os profissionais da escola narram que a direção da EE Flávio La Selva muitas vezes pede para os professores segurarem duas, três salas de aula ao mesmo tempo, em razão da falta de professores e outros profissionais na unidade.

“Não é a primeira vez que situações de incidentes e de violência acontece nesta escola e a direção nada faz. Eles sempre alegam que não se responsabilizarão por nada. De tanto isso ocorrer, uma situação trágica e triste ocorreu na escola”, defendeu uma funcionária.

O corpo docente da escola diz que é preciso mais rigor na punição dos estudantes envolvidos e o caso seja investigado com profundidade pela Secretaria da Educação (Seduc-SP), da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“É preciso fornecer as câmeras da sala de aula para a família, para que eles saibam o que realmente ocorreu no local”, afirmou.

O g1 procurou a Secretaria da Educação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

FONTE/CRÉDITOS: g1
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