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Terça-feira, 14 de Abril de 2026

Saúde

Câncer colorretal é o segundo que mais mata no mundo, alerta especialista

Segundo o INCA, a doença registra mais de 45 mil casos por ano no Brasil, mas pode ter cura em mais de 90% deles, quando diagnosticada precocemente

Jornal Trombeta
Por Jornal Trombeta
Câncer colorretal é o segundo que mais mata no mundo, alerta especialista
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Muitas vezes silencioso, o câncer colorretal é um dos tumores malignos ​​de maior​​ incidência no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o terceiro tipo de câncer mais comum globalmente e o segundo que mais mata, com cerca de 1 milhão de óbitos por ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 45 mil novos casos anuais, afetando homens e mulheres de forma relativamente equilibrada, principalmente a partir dos 50 anos de idade.

Apesar de sua gravidade, trata-se de um câncer altamente prevenível e com grandes chances de cura quando detectado precocemente. No entanto, o desconhecimento sobre os fatores de risco e sintomas, além da falta de busca por exames de rastreamento, contribui para que boa parte dos casos só seja diagnosticada em estágios mais avançados da doença.

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, se origina no cólon (intestino grosso) ou no reto e pode evoluir a partir de lesões benignas, como os pólipos intestinais. “É uma doença que pode se desenvolver de forma silenciosa por anos. Quando conseguimos identificar essas lesões precocemente, a chance de cura pode ultrapassar 90%”, explica o Dr. Pedro Moraes, oncologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas ‘Dr. João Amorim’), em parceria com a Secretaria ​de Estado da Saúde de São Paulo ​ (SES-SP).

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Ainda segundo o especialista, os principais fatores de risco para a doença incluem histórico familiar, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool. “Também há síndromes genéticas que aumentam significativamente a predisposição, mas mesmo pessoas sem histórico familiar devem realizar exames de rastreamento a partir de uma certa idade. É uma questão de vigilância ativa com a própria saúde”, destaca o médico.

Os sintomas costumam surgir de forma discreta e, muitas vezes, são confundidos com problemas intestinais comuns. Entre os sinais de alerta estão a mudança persistente nos hábitos intestinais (diarreia ou constipação), presença de sangue nas fezes, dor abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente e anemia. O especialista recomenda que, ​​com a​​ persistência desses sintomas por mais de duas semanas, é importante uma investigação médica. “Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples e eficaz é o tratamento”, reforça.

Para a detecção precoce, a colonoscopia é considerada o exame padrão-ouro, pois permite visualizar o interior do intestino e remover pólipos suspeitos no mesmo procedimento. O exame é recomendado a partir dos 50 anos para a população geral e antes disso para pessoas com fatores de risco ou histórico familiar. Também é possível iniciar a triagem com exames menos invasivos, como o teste de sangue oculto nas fezes, feito anualmente.

Tratamento do câncer colorretal 

Para o oncologista, ampliar a informação é um passo decisivo na prevenção. Falar abertamente sobre o câncer de intestino, desmistificar exames como a colonoscopia e orientar a população sobre os sinais iniciais da doença são estratégias fundamentais para reduzir os números crescentes de casos. “A prevenção começa com a informação. Detectar um tumor no início muda completamente o prognóstico. É um cuidado com o corpo, com a vida e com quem está ao nosso redor. Nossa missão é ajudar as pessoas a entenderem isso antes que seja tarde”.

O tratamento do câncer de intestino varia conforme o estágio em que a doença é diagnosticada e o estado geral de saúde do paciente. Nos casos iniciais, a cirurgia é geralmente o primeiro passo. Em algumas situações, a remoção do tumor pode ser feita durante a própria colonoscopia, quando se trata de pólipos pequenos. Em outras, é necessário realizar procedimentos mais amplos para retirar parte do cólon ou do reto, podendo incluir, dependendo do ​​quadro​​, uma colostomia temporária ou definitiva.

Para casos mais avançados, a cirurgia é muitas vezes combinada com quimioterapia e/ou radioterapia, com o objetivo de reduzir o tumor, impedir sua disseminação ou eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes. A quimioterapia atua no corpo todo por meio de medicamentos que atacam as células doentes, e pode ser indicada antes (para reduzir o tamanho do tumor) ou após a cirurgia (para evitar recidivas). Já a radioterapia, especialmente empregada no câncer de reto, utiliza radiação para destruir as células tumorais e é frequentemente associada à quimioterapia para ampliar os resultados.

Nos últimos anos, terapias-alvo e imunoterapia também têm sido incorporadas ao tratamento de alguns casos específicos, sobretudo em pacientes com perfis genéticos que indicam boa resposta a essas abordagens. Esses avanços ampliam as alternativas disponíveis e reforçam a importância do diagnóstico preciso e personalizado.

Tratamento e diagnóstico pelo SUS 

No Brasil, tanto os exames de rastreamento quanto o tratamento do câncer colorretal estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A colonoscopia pode ser solicitada em unidades de atenção básica mediante avaliação médica e direcionamento da regulação do município. “A colonoscopia é uma ferramenta acessível e fundamental para salvar vidas. A possibilidade de realizar esse exame de forma gratuita pelo SUS é uma garantia importante para a população”, explica Dr. Pedro.

Em caso de confirmação da doença, o SUS oferece tratamento integral, que inclui cirurgia, quimioterapia, radioterapia e acompanhamento com equipes multiprofissionais. O país conta com uma rede de atenção oncológica estruturada em hospitais de referência.

O acompanhamento de pacientes com câncer de intestino também envolve apoio psicológico, nutricional, fisioterapêutico e de reabilitação. Isso porque os impactos do tratamento vão além do aspecto físico, afetando a rotina e o bem-estar emocional dos pacientes. “Enfrentar um câncer é um processo intenso, que exige força, mas também estrutura. Ter uma equipe multidisciplinar por perto faz diferença tanto no resultado clínico quanto na qualidade de vida durante e após o tratamento”, completa o oncologista.

FONTE/CRÉDITOS: noticiasaominuto.com.br
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