Em entrevista ao Metrópoles, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), comentou nesta quarta-feira (26/7) a proposta de taxação de fortunas dos chamados “super-ricos”. Essa classe tem uma tributação diferenciada, sem pagamento do chamado “come-cotas”. Segundo o ministro, o “super-rico” é uma “pessoa que está em um paraíso fiscal só dela”. Ele ainda emendou: “O Brasil criou uma espécie de conta paradisíaca para essas 2 mil famílias [de super-ricos]. Não faz sentido”.
“Estamos falando de 2,4 mil fundos, que envolvem um patrimônio da ordem de R$ 8 bi. Se fosse 1% da população, 2 milhões de pessoas… Estou falando de 2 mil pessoas”, defendeu o ministro.
Haddad ainda ressaltou que a não taxação das grandes fortunas faz parte de uma legislação anacrônica. “Ninguém está querendo tomar nada de ninguém. Estamos cobrando o rendimento desses fundos como qualquer trabalhador. Você recebe o salário, você paga o Imposto de Renda”, observou.
Ao Metrópoles Haddad destacou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 será “equilibrado”.
Comentários: