O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse nesta segunda-feira (30) que "ir na contramão" da orientação da equipe econômica do governo poderá colocar o país em "rota perigosa". Mais cedo, Haddad afirmou que vai insistir em perseguir a meta de zerar o déficit nas contas públicas em 2024, mesmo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitir que "dificilmente" a meta será cumprida.
"Devemos seguir a orientação e as diretrizes do ministro da Fazenda, a quem está confiada a importante missão de estabelecer a política econômica do Brasil. Ir na contramão disso colocaria o país em rota perigosa. O Parlamento tem essa compreensão e buscará contribuir com as aprovações necessárias, com as boas iniciativas e perseguindo o cumprimento da meta estabelecida", disse Pacheco, em nota.
O governo registra déficit quando as despesas ficam acima das receitas, desconsiderando os juros da dívida pública. É por isso que o déficit é chamado popularmente de "contas no vermelho". O contrário é chamado de superávit, ou "contas no azul", quando a despesa é menor que a receita.
O objetivo de zerar o déficit fiscal em 2024 foi definido pelo governo na apresentação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) em abril. A meta, no entanto, será avaliada segundo uma margem de tolerância. Para que o governo cumpra a meta, o resultado pode ser 0,25% inferior ou 0,25% superior ao valor definido inicialmente.
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