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Terça-feira, 21 de Julho de 2026

Economia

Quem deve ter direito à nova tarifa grátis de energia proposta pelo governo

Projeto enviado à Casa Civil busca fazer "justiça tarifária" e isentar famílias de baixa renda que consumam até 80 kWh por mês

Jornal Trombeta
Por Jornal Trombeta
Quem deve ter direito à nova tarifa grátis de energia proposta pelo governo
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O governo quer ampliar o número de brasileiros com isenção ou descontos na conta de luz e, para isso, o Ministério de Minas e Energia encaminhou na quarta-feira (16) à Casa Civil a minuta de um projeto que deve ir ao Congresso.

A ideia é que mais famílias de baixa renda possam conseguir “justiça tarifária”, como é chamada pelo Planalto. Ao todo, a expectativa é que 60 milhões de brasileiros sejam beneficiados.

A justiça tarifária pretende isentar todas as famílias de baixa renda que fazem parte do Cadastro Único e que consumam até 80 kWh por mês.

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Para conseguir a isenção, as famílias devem ter renda mensal comprovada de até meio salário mínimo per capita. Elas já não pagam nenhum encargo referente à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é custeada pela conta de luz, e nem continuarão pagando.

O texto ainda será enviado ao Congresso, seja via medida provisória ou projeto de lei. Caberá à Casa Civil decidir.

Demais eixos

O projeto terá três eixos principais: a chamada “liberdade para o consumidor”; a busca de equilíbrio para o setor elétrico; e, por fim, a justiça tarifária.

Ainda de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o grande diferencial dessa reformulação no sistema elétrico será permitir ao consumidor de baixa tensão escolher de qual empresa irá comprar energia.

Segundo o texto, a abertura de mercado acontecerá a partir de março de 2027 para a indústria e comércio, e em março de 2028 para os consumidores residenciais.

O último eixo, batizado de equilíbrio do setor elétrico, promete ainda a diminuição de subsídios para poder bancar a tarifa social.

Para isso, o consumidor de baixa tensão deixará de ter desconto na compra de energia incentivada. Porém, os contratos em vigor serão cumpridos.

O cálculo do MME é que, sem o fim dos subsídios, os consumidores tenham um aumento de 1,4% na conta de luz para arcar com a tarifa social.

FONTE/CRÉDITOS: cnnbrasil.com.br
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