Cumprindo o prazo — sem adiamentos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou no dia 27 de julho de 2025 que a data de 1º de agosto de 2025 para a implementação das novas tarifas comerciais permanece imutável.
Howard Lutnick, secretário de Comércio da Casa Branca, declarou:
“Sem extensões, sem mais períodos de carência — em 1º de agosto, as tarifas estarão definidas. Elas entrarão em vigor. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro.”
Brasil: a taxa máxima de 50%
Trump anunciou em 9 de julho que os produtos brasileiros sofrerão sobretaxa adicional de 50% ao serem importados pelos EUA, vigente a partir de 1º de agosto de 2025 Folha de S.Paulo.
Essa é a tarifa mais alta dentro das 22 nações afetadas pelo novo “tarifaço”, superando inclusive outros países sob taxas de 20% a 40%.
O motivo: Trump enquadrou o Brasil como responsável por “ataques aos direitos dos americanos”, apontando o processo contra Jair Bolsonaro no STF como parte de uma “caça às bruxas”.
Reação do Brasil
O presidente Lula rejeitou veementemente a medida e declarou:
“Não vamos aceitar o controle de ninguém” e prometeu resposta proporcional, com base na lei brasileira de reciprocidade econômica.
Apesar das tentativas diplomáticas — incluindo cinco encontros entre Alckmin e a Casa Branca e uma carta formal enviada em 16 de maio — não houve avanços.
Impacto econômico estimado
Segundo estudo da Fiemg, a tarifa pode causar perdas acumuladas de até R$ 175 bilhões, queda de 1,5% no PIB, perda de 1,3 milhão de empregos e corte de R$ 4,86 bilhões na arrecadação federal nos próximos cinco a dez anos.
Analistas esperam redução nas exportações brasileiras de commodities-chave como café, suco de laranja e carne — que enfrentam forte demanda nos EUA — e possível alta nos preços para consumidores americanos Reuters.
O real caiu mais de 2% após o anúncio, e o Brasil já enfrenta crescimento da inflação, redução de investimentos estrangeiros e custos elevados de dívida — com juros em cerca de 15% ao ano e dívida pública perto de 82% do PIB.
Próximos passos
Após 1º de agosto, Trump sinalizou abertura para negociações, mas apenas sob sua nova condição de tarifas já em vigor.
No Brasil, o governo estuda medidas de apoio financeiro, linhas de crédito e alternativas para mitigar os efeitos sobre exportadores como Embraer, além de ações legais e diplomáticas no âmbito da OMC
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